Quantas noites inacabadas
Entre lágrimas inesgotadas
Fez-se a dor e fez-se o mar.
Sobre a lápide da esperança
Criou-se a profana lembrança
E no meu coração um achacar.
Se queres saber o meu problema,
É assim o meu dilema:
Te viver sem me notar.
Mas não saias exibida
Com os louros da partida
Ou um sorriso a inebriar
Pois já não há mais idolatria.
E da minha topiaria,
Só saem figuras a lamentar.