O amor ruiu sobre a minha alma.
E soterrou-a.
Mas não sintas pena de mim,
Se acaso morro consciente.
Não mereço tamanho desdém.
Pois basta a mim essa dor onipotente.
Tudo o que tenho, hoje, é esquecimento
De mãos que se entrelaçam
De lábios que se tocam
De corpos que se unem.
Da minha exausta inteligência
Há um silêncio interior cheio de som
Que me deixa arqueado de terror.
A treva é menos negra que esta luz que se chama amor.